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Sepse tem um dos mais altos índices de mortalidade no Brasil e no mundo: cuidado


Sepse é a repercussão sistêmica de um processo infeccioso, que provoca sinais ou manifestações em todo o corpo. Pesquisa encomendada pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) ao Datafolha revelou que somente 7% dos brasileiros já ouviram falar de sepse. Ou seja, apesar dos índices alarmantes de mortalidade, principalmente em países com menos recursos, poucos sabem o que significa esse termo e os seus sintomas.

O Coordenador do Comitê de Sepse e Paciente Grave da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Reinaldo Salomão, explica que pode acontecer por duas vias: por disseminação da infecção, que atinge a circulação sanguínea, ou pela própria resposta inflamatória. Assim, órgãos distantes começam a funcionar irregularmente, podendo acometer os rins, os pulmões e o sistema nervoso.

Entre os sintomas estão calafrios, aumento dos batimentos cardíacos, dificuldade para respirar e, em situações extremas, choque séptico - importante queda de pressão. "Para o diagnóstico precoce, o indivíduo deve procurar o médico logo que desconfiar de infecção; os indícios comuns aos diferentes processos infecciosos são febre, indisposição, dores no corpo e falta de apetite. Somados aos sinais já descritos, alteração do nível de consciência e diminuição do volume da urina, podem ser sinais de que o paciente está com sepse. Neste caso, procure ajuda médica imediatamente", alerta Salomão.

O grupo de risco é formado pelas pessoas com desequilíbrio entre a defesa do hospedeiro e os fatores de virulência dos microorganismos. Segundo o infectologista, são eles: bebês e idosos (idades extremas); portadores de doenças crônicas e pacientes submetidos a terapias imunossupressoras.

Em casos graves, é necessária a realização de tratamento intensivo e procedimentos para auxiliar o funcionamento dos órgãos atingidos. Uma vez recuperado, a vida é retomada normalmente. Entretanto, episódios críticos causam alterações que persistem por tempo indeterminado. Idosos, por exemplo, podem ter a condição física e mental prejudicada após a sepse.

No Brasil e no mundo

A frequência de sepse em todo o mundo é elevada. Estudo realizado em Unidades de Terapias Intensivas (UTIs) de 75 países identificou que metade dos pacientes sob cuidado intensivo apresentava a infecção. Nos Estados Unidos, por exemplo, são registrados, aproximadamente, um milhão de casos anuais. No Brasil, são cerca de 400 mil casos.

O índice de mortalidade é alto, com média mundial de 39%, - países como a Austrália têm o percentual de 22%, e a Malásia, com 57%. O Brasil está bem próximo do pior extremo, com 56% dos casos fatais. Outro estudo, conduzido em 200 UTIs brasileiras, mostrou que 30% dos leitos estão ocupados por pessoas com sepse; metade deles não sobreviveu.

"Uma série de fatores explica a elevada mortalidade no Brasil: desconhecimento, demora na busca de assistência médica, atraso no diagnóstico e na introdução de terapêutica. O início precoce do tratamento é fundamental para a sobrevida. Identificar e tratar tardiamente são ações ineficazes. Na sepse, como no infarto ou no acidente vascular cerebral, tempo é vida", conclui o médico.


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