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APM condena proposta do MS de tirar pediatra do acompanhamento ao parto
 

Se aprovada, proposta permitirá substituir pediatra por outro especialista ou enfermeiro

O Ministério da Saúde lançou, em 24 de abril, consulta pública, que discutirá a obrigatoriedade de um médico pediatra acompanhar  partos cesáreas. A intenção do MS é possibilitar a substituição do especialista por outro médico ou mesmo enfermeiro. O prazo para recebimento de sugestões termina em 25 de maio, e se aprovada, a medida valerá para todas as maternidades do país.

A proposta teria sido formulada com participação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do SUS, e se aplicaria apenas nos casos em que a gestação não apresente problemas. Pediatra e diretor adjunto de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina e da Sociedade Paulista de Pediatria, Marun David Cury, faz severas críticas à proposta.

"O pediatra na sala de parto é uma conquista de mais de 30 anos e tirá-lo é privar os recém-nascidos desse direito. No parto, podem ocorrer inúmeros imprevistos e sem a experiência de um pediatra, os bebês ficarão vulneráveis. Se a criança nascer com hipóxisia neonatal (diminuição ou ausência de oxigênio), por exemplo, sofrerá muito, e com risco de graves e irreversíveis consequências, como complicações neurológicas. Devemos ainda considerar a estrutura dos hospitais públicos e a enorme demanda diária nesses locais. Como não ter um pediatra em todos os partos?"

A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia enviaram ofício para o Ministério da Saúde, repudiando a proposta. Para alguns especialistas, conseguir aprovar a medida seria uma manobra do Ministério para maquiar uma solução ao problema da falta de pediatras na rede pública.


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