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Parto vaginal após cesárea: é possível?
 

Muito se fala sobre as mulheres que passaram pela cesárea e a possibilidade de viver um parto vaginal em futuras gestações. Há, também, diversas dúvidas sobre as vantagens e desvantagens do procedimento natural após a realização da cirurgia.

O obstetra dr. Eduardo Cordioli, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP) esclarece que é possível um parto natural depois de uma cesariana. "Existem riscos envolvidos, como todo procedimento, mas é possível. O importante é que ocorra em ambiente propício a converter para uma cesariana, se houver uma emergência, de forma rápida em até 30 minutos", adverte.

Toda paciente submetida anteriormente a uma cesárea, assim como qualquer outra cirurgia uterina, deve se atentar a alguns riscos associados. Em relação ao parto natural, existe a possibilidade de ruptura uterina, que ocorre quando o músculo do útero se rompe. "As contrações no trabalho de parto, associadas a uma possível obstrução, podem acarretar no rompimento", explica. Além disso, existem outros fatores envolvidos como, por exemplo, a gestante fica mais suscetível a hemorragias e aumenta os riscos de falta de oxigenação no bebê e de infecção.

Dr. Eduardo explica que, ao entrar em trabalho de parto, é preciso acompanhar a frequência cardíaca fetal, assim como monitorizar as contrações uterinas e todo o quadro clínico, para perceber os sinais emitidos pelos organismos da gestante e do feto. O uso da ultrassonografia para medir a espessura da parede uterina também pode ajudar na prevenção da rotura uterina.

"É muito importante acompanhar a gestante de perto. Ao diagnosticar a ruptura uterina, por exemplo, restam apenas trinta minutos para retirar o bebê de forma saudável, em boas condições", fala Cordioli.

Vale frisar que a mulher só deve considerar o parto vaginal se não houver indicação obstétrica de cesárea. "Se o bebê estiver sentado ou em gravidez gemelar pós cesárea, não recomendamos o parto natural", explica.

A principal vantagem do parto vaginal após a cesárea é a possibilidade de futuras gestações mais seguras. Segundo o obstetra, o procedimento cirúrgico repetido aumenta o risco de placenta prévia e acretismo, entre outros fatores. Por essa razão, se a mulher deseja ter mais filhos, a melhor opção e a mais saudável é o parto natural. "O importante é que a escolha da via de parto seja feita pela mulher e seu médico, que verificará durante o processo se tudo está bem com a opção definida. Sob qualquer intercorrência, ele decidirá o melhor a se fazer", conclui Cordioli.


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