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UTILIZAÇÃO DO PALIVIZUMABE PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES PELO VSR
 

O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais agentes etiológicos das infecções do trato respiratório inferior em lactentes e crianças menores de dois anos de idade, podendo ser responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias durante os períodos de sazonalidade. Os lactentes com menos de seis meses de idade, principalmente prematuros, crianças com displasia broncopulmonar e cardiopatas são a população de maior risco para desenvolver infecção respiratória grave, necessitando de internação por desconforto respiratório agudo em 10% a 15% dos casos.

A infecção precoce pelo VSR correlaciona-se com sibilância recorrente, tendo, em longo prazo, um grande impacto nas infecções respiratórias na infância, muitas vezes persistente até a adolescência.

Apesar de ocorrer durante todo o ano, as infecções pelo VSR predominam, no nosso meio, de março a agosto, em temporadas de 16 a 20 semanas, que costumam preceder a sazonalidade dos vírus influenza.

A transmissão do VSR se dá de pessoa a pessoa, principalmente através de contato, mas também por fômites. Surtos em instituições como creches, berçários e hospitais são frequentes. A lavagem de mãos é bem eficaz na redução da circulação do vírus. O diagnóstico, predominantemente clínico, pode também ser feito através de métodos laboratoriais, desde os mais simples, como os testes rápidos, até os por biologia molecular (PCR).

Não há tratamento específico contra o VRS. O que se busca é a manutenção da oxigenação, da hidratação e da nutrição, além do controle dos distúrbios eletrolíticos.

O palivuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que age através da neutralização e inibição da fusão do VSR ao epitélio respiratório, reduzindo a incorporação do material genético viral ao hospedeiro e, consequentemente, a gravidade da infecção.

Em crianças com fatores de risco, a utilização do palivizumabe constitui uma ferramenta segura e eficaz para reduzir o escore de gravidade clínica, as taxas de hospitalização relacionadas ao VSR (em até 78%) e o número de dias de oxigenoterapia e de permanência hospitalar.

Em maio de 2013, o Ministério da Saúde do Brasil publicou a portaria nº 522, que aprovou a disponibilização do palivizumabe gratuitamente em todo o território nacional para os seguintes grupos, inclusive quando hospitalizados:

  • Crianças menores de um ano de idade que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas;
  • Crianças com até dois anos de idade com doença pulmonar crônica ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada. Estas, se ainda estiverem em tratamento para essas condições, deverão repetir o tratamento na 2ª estação de sazonalidade.

As crianças incluídas nesses critérios devem receber até cinco doses de 15 mg/Kg do palivizumabe, mensalmente, por via intramuscular, durante o período de circulação do VSR (de fevereiro ou março até julho ou agosto), idealmente iniciando a 1ª dose um mês antes do período de sazonalidade.

Entretanto, até o momento, o Ministério da Saúde não disponibilizou o palivizumabe para a Secretaria Estadual da Saúde distribuí-lo na rede pública.


Mário Roberto Hirschheimer, Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)

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