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Corte do orçamento: saúde dos brasileiros não é prioridade do Governo

O Governo Federal divulgou, em 22 de maio, o maior corte de orçamento da história do Brasil: R$ 69,9 bilhões. As áreas sociais foram as mais prejudicadas. Nossa "Pátria Educadora", lema do segundo mandato de Dilma Rousseff, tirou nada menos do que R$ 9,423 bilhões do MEC. Já a combalida saúde dos brasileiros, que há anos beira a UTI por absoluta insuficiência de recursos, perdeu R$ 11,774 bilhões.

Não discuto, aqui, a evidente necessidade de um ajuste nas contas públicas, fruto de má gestão financeira e corrupção recorrente. Contudo, esperávamos que o ônus do desequilíbrio econômico fosse absorvido pelo Governo, pois tinha a obrigação de cortar a própria pele para equilibrar o caixa. Mas isso não ocorreu. O grosso da conta, mais uma vez, ficou para os mais vulneráveis socialmente.

Falando em especial da saúde há evidências de que o sofrimento dos cidadãos deve ser agravado nos próximos meses e anos. A carência de recursos vai inibir investimentos, desvalorizar salários, afastar médicos e demais profissionais de saúde da rede pública e tornar o acesso cada vez mais complicado.

Aliás, ser atendido no SUS já é um desafio quase intransponível, como atestado pela mais recente pesquisa encomendada da Associação Paulista de Medicina, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, ao Datafolha. Vale lembrar os resultados: cerca de 7 em cada 10 entrevistados avaliaram como difícil ou muito difícil esse acesso, desde a marcação de consultas até a longa espera para realização de cirurgias. A despeito de ser considerada a área social mais importante por parcela expressiva da população, a julgar pelo corte ora implantado, esta não é a visão do atual governo.

Curiosamente, o ministério da Saúde afirma que os programas de sua pasta não serão afetados. Impossível! O orçamento original já era escasso, além de estar comprometido com o empenho de recursos para ações polêmicas como o Mais Médicos, que leva em seu bojo transação obscura entre Brasil e Cuba.

Enfim, o horizonte imediato é preocupante e a sociedade precisa agir imediatamente a fim de defender um bem que é nosso de direito - saúde pública de qualidade e de fácil acesso a todos, valorizada e atualizada, capaz de prover condições de diagnóstico e tratamento adequados.


Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina


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