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Novidades sobre o tratamento da Hepatite C estarão em pauta no
XXIII Congresso Brasileiro de Hepatologia

Além das terapêuticas que chegarão em breve ao Brasil, outros medicamentos estão em fase de aprovação no exterior

Os portadores de Hepatite C terão, em breve, acesso a uma nova forma de tratamento: o XXIII Congresso Brasileiro de Hepatologia, que acontece de 30 de setembro a 3 de outubro de 2015, em São Paulo (SP), apresentará, além das terapêuticas de 2ª geração - que já estão aprovadas pelo Ministério da Saúde - as de 3ª, que têm mais de 90% de eficácia e abrangendo maior possibilidades terapêuticas.

"Esta novidade terapêutica representa uma revolução, porque o que tínhamos até agora durava 48 semanas, e este tem a duração de apenas 12", explica o dr. Edison Parise, presidente da SBH. Como novas opções de tratamento estão chegando novas moléculas como Harvoni e Grazoprevir, sendo que o primeiro já está aprovado em solo norte-americano e o segundo está com liberação prevista para o final do ano na Europa e EUA. Outro chamariz para este novo tratamento também é a baixo índice de efeitos colaterais, que está em menos de 5%.

Com a intenção de inteirar ainda mais os congressistas a respeito das novidades, o evento contará, também, com a presença dos drs. Mark S. Sulkowski, Gastroenterologista e Professor de Medicina na Johns Hopkins University em Baltimore, Maryland (EUA) e Michael W. Fried, Professor de Medicina e Diretor de Hepatologia da University of North Carolina (EUA).

No território nacional, chega agora o tratamento de 2ª geração, em implantação pela Secretaria de Saúde. A expectativa é que comece a ser distribuído nos próximos meses. Segundo o dr. Edison, a maioria dos pacientes com Hepatite C tem a doença crônica e têm mais de 40 anos de idade.

Após negociação com a indústria farmacêutica, o Ministério da Saúde conseguiu reduzir de forma substancial o custo da medicação. "Isso possibilitará o tratamento de quase 15.000 pacientes ainda este ano e, no próximo, cerca de 30.000", acrescenta o dr. Isaac Altikes, coordenador do Ambulatório de Hepatites do Hospital Ipiranga (SP) e de Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital Santa Catarina (SP).

A Hepatite C, considerada a mais grave, é uma doença viral que acomete o fígado e que pode levar o órgão a uma severa inflamação - podendo ocasionar, consequentemente, uma cirrose e câncer hepático. No Brasil calcula-se que 2 milhões de pessoas estejam infectadas pelo vírus. No último levantamento sobre a doença, os dados apontaram que 63% da população ainda não fez o teste da Hepatite C. Até hoje, foram tratados, no Brasil, cerca de 100 mil casos, o que está muito aquém da necessidade.

Segundo o dr. Altikes, o diagnóstico é feito inicialmente pela pesquisa do Anticorpo do vírus C (Anti VHC), exame que deve ser solicitado a todos os pacientes que têm fatores de risco e, principalmente para os indivíduos com mais de 40 anos. "É um exame de sangue e pode ser solicitado em laboratório. Há também o chamado "teste rápido", que é feito com uma gota de sangue em postos de saúde", acrescenta o dr. Parise.

"A hepatite C vive um momento único na Medicina: há 20 anos curávamos cerca de 6% dos pacientes e entramos em uma fase que será possível curar até 95% dos casos. Com isso, no futuro, esperamos ter menos câncer de fígado, menos óbito e menos necessidade de transplante", conclui o dr. Isaac.


XXIII Congresso Brasileiro de Hepatologia

Data: 30/09 a 03/10

Local: WTC Convention Center

Endereço: Av. das Nações Unidas, 12.551 - Brooklin Novo - São Paulo - SP

Informações: (11) 3141.0707 / hepato2015@gt5.com.br / http://hepato2015.com.br/


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