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Hanseníase pode causar
perda de sensibilidade na pele

Hanseníase é uma doença infecciosa que afeta a pele e os nervos periféricos. Causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae, é uma das mais antigas patologias já conhecidas, com registro de casos em países como China e Egito, até mesmo no período antes de Cristo. Em 2011, segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 33 mil casos da doença.

A transmissão acontece por meio do contato com secreções do doente não tratado.  Ao entrar no organismo, a bactéria começa a atacar o sistema imunológico e pode permanecer incubada por anos. Afeta a pele e os nervos periféricos, mas pode atingir os olhos e a mucosa do nariz, além de surgir manchas de cor parda com perda de sensibilidade no local. Quando um nervo é afetado, pode ocorrer dormência. Em alguns casos, aparecem caroços ou inchaços em regiões como a orelha, mãos ou cotovelos.

São dois tipos de hanseníase: a paucibacilar e a multibalicar. Segundo a infectologista e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, dra. Juliane Oliveira, em sua forma paucibacilar o paciente apresenta menos lesões na pele e comprometimento dos nervos. Já a multibalicar é a manifestação mais grave da enfermidade, altamente contagiosa, com prejuízos aos rins e inchaço.

O diagnóstico é feito a partir de uma avaliação clínica com a aplicação de teste de sensibilidade, força e palpação dos nervos. Exames laboratoriais são complementares para verificar o tipo de hanseníase. Não há uma forma de prevenção; se houver histórico familiar, é importante procurar um médico para identificar e tratar o mais precocemente possível.

Tratamento

A hanseníase tem cura; o diagnóstico e o tratamento são disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "A terapêutica é uma combinação de medicamentos que impede a evolução da doença e cura o paciente. O esquema utilizado e a duração variam de acordo com a classificação do doente - se paucibacilar ou multibacilar", explica Dra Juliane. Na forma mais branda da doença, chega a seis meses de medicação, enquanto em seu perfil mais grave, pode levar de um até seis anos.

De acordo com a infectologista, pode restar sequelas, se não diagnosticada e tratada com antecedência. "Essas consequências estão relacionadas às lesões de nervos, que podem levar a deformidades e incapacidade físicas. O tratamento correto, com breve início, é fundamental."

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