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Novos tratamentos para a esteatose hepática em pauta no XXIII Congresso Brasileiro de Hepatologia

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, portadores da doença terão acesso a um tratamento mais eficaz

O XXIII Congresso Brasileiro de Hepatologia, que acontece de 30 de setembro a 3 de outubro de 2015, em São Paulo (SP), apresentará novidades bastante animadoras no que se refere aos esquemas de tratamento para a esteatose hepática.

"Não há tratamento específico para a esteatose hepática; o que temos são terapêuticas para as doenças metabólicas. Entretanto, no Congresso, teremos a apresentação de estudos de moléculas utilizadas para tratar esta disfunção, as quais podem reverter alterações metabólicas e, ainda, proteger o fígado", explica o dr. Edison Parise, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).

Pouco conhecida, porém presente em aproximadamente 35% da população brasileira adulta, a esteatose hepática é, basicamente, o acúmulo de gordura no fígado. Acreditava-se, antigamente, que a doença tinha como única causa o consumo excessivo de álcool, entretanto, a medicina já provou que a má alimentação, a ingestão indiscriminada de medicamentos, as hepatites virais e as doenças próprias do fígado também podem são importantes fatores de risco.

Quando não causado pela ingestão exacerbada de álcool, este distúrbio faz parte do espectro das doenças hepáticas gordurosas não alcoólicas (DHGNA) juntamente com a esteato-hepatite não alcoólica (EHNA). Neste quadro, além da esteatose, há inflamação, balonização e graus moderados de fibrose. A esteato-hepatite pode evoluir para cirrose e tumor de fígado.

"Grande parte dos pacientes portadores da esteatose hepática associada a problemas metabólicos tende a desenvolver diabetes, possui alterações no nível de colesterol e triglicérides, assim como problemas de pressão alta e obesidade visceral - que é o famoso 'pneuzinho'", destaca o dr. Parise.

Para o diagnóstico da esteatose hepática são necessários métodos de imagem com ultrassonografia, tomografia ou ressonância para identificar gordura no fígado ou esteatose. Pode haver também alterações das enzimas hepáticas mediadas por um exame de sangue.

A dra. Claudia de Oliveira, professora associada do Departamento de Gastrenterologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), ressalta que, além da utilização de medicamento, é necessário preconizar, no tratamento, a perda de peso gradual. Para tanto, recomenda-se exercícios físicos, que levem à melhora da sensibilidade à insulina, podendo diminuir a esteatose hepática e o seu grau de inflamação.

"Indicamos que o emagrecimento não deve ser maior do que 230 g/dia (1,6 kg/semana); pois, quando rápido, há chances de acontecer uma piora da histologia hepática", complementa.

Ela explica que também é fundamental prescrever o tratamento adequado das condições associadas como obesidade, diabetes melito e hipertrigliceridemia, assim como a descontinuação de drogas hepatotóxicas. Em alguns casos que requerem biópsia de fígado pode-se usar, também, vitamina E e pioglitazona - contudo só com indicação médica.

Para a prevenção da esteatose hepática, a dra. Claudia recomenda mudanças nos hábitos de vida com dieta rica em alimentos integrais, grãos e pobre em gorduras saturadas. "É importante, também, a ingestão de alimentos com alto teor de frutose e ricos em omega 3 - além de cerca de 150 minutos de exercícios físicos por semana", finaliza.


XXIII Congresso Brasileiro de Hepatologia

Data: 30/09 a 03/10

Local: WTC Convention Center

Endereço: Av. das Nações Unidas, 12.551 - Brooklin Novo - São Paulo - SP

Informações: (11) 3141.0707 / hepato2015@gt5.com.br / http://hepato2015.com.br/


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