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Verão favorece a pitiríase versicolor

Popularmente chamada de micose de praia, a pitiríase versicolor (PV) é causada pelo fungo Malassezia furfur - presente na pele de todas as pessoas, desenvolvendo-se em condições favoráveis. Por isso, é comum surgir nas épocas mais quentes do ano, quando calor, umidade e sudorese são intensos.

"As lesões acometem as regiões de maior oleosidade, principalmente o dorso, assim como pescoço, tórax e face; essa última mais comum nas crianças, incluindo recém-nascidos e lactentes", explica a infectologista pediátrica Silvia Regina Marques, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). O termo "micose de praia" decorre do fato de ser mais visível após a exposição solar, quando a área infectada não é bronzeada.

Como identificar?

Sua principal característica é o aparecimento de manchas superficiais, intercaladas por pele normal, cujas cores variam do branco ao castanho, ou são avermelhadas. Na maioria dos casos é assintomática, porém há pacientes que relatam leve coceira. No início, as lesões são pequenas e isoladas, com possível conversão a um local maior e despigmentado.

Diagnóstico

É importante realizar a diferenciação da PV de outras doenças de pele, como a hanseníase, a pitiríase rósea, a dermatite atópica e seborreica. "O exame micológico direto do raspado da lesão permite o encontro de esporos e pseudo-hifas; o resultado negativo exclui o diagnóstico", explica a médica. Fatores desencadeantes específicos e alterações de sensibilidade são observados com o intuito de distinguir as dermatoses.

Indivíduos com histórico familiar são mais propensos ao seu desenvolvimento e recorrência. "Os pacientes com dermatite seborréica,síndrome de Cushing,desnutrição,hiperidrose (suor excessivo) e em tratamento com imunossupressor também configuram o grupo de risco para a infecção", informa Dra. Silvia.

Tratamento

Existem dois tipos de tratamentos: tópico e sistêmico. No primeiro, o agente frequentemente usado é o sulfeto de selênio 2,5% a 5%, aplicado uma vez ao dia direto na área atingida, de sete a 14 dias, período este que pode se estender. Sua eficácia é menor e apresenta alto índice de recorrência. Sabonetes e xampus especiais, que combatem os fungos, também são recomendados. O ideal é deixar a espuma permanecer um pouco sobre a pele e o couro cabeludo.

Quanto às opções sistêmicas, são indicados os derivados de azólicos, como o cetoconazol, fluconazol e itraconazol. Ao contrário do outro tratamento, este é de curta duração e via oral - contribuindo para elevar a adesão do paciente e, logo, aumentando a eficácia e diminuindo as reincidências.

De acordo com a Dra. Silvia, a área afetada pode permanecer hipopigmentada por tempo variável, apesar de um tratamento bem sucedido. Não há prevenção, mas, evitar a exposição ao calor pode dificultar o reaparecimento da infecção.

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