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Casos de dengue - Índices da dengue resultam de falhas do poder público

Para APM, faltaram com planejamento e execução de medidas realmente eficientes para evitar epidemias

O Brasil parece caminhar para uma nova epidemia de dengue, caso medidas eficazes não sejam tomadas imediatamente. Segundo levantamento recente feito pelo Ministério da Saúde, uma em cada dez cidades brasileiras apresenta índices muito elevados da doença - em média, essas cidades apresentam 895 casos confirmados a cada 100 mil habitantes; acima de 300 casos por 100 mil habitantes já caracteriza índice epidêmico segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De janeiro até agora, já são 224 mil registros no total, o equivalente a um aumento de 162% na comparação com 2014. Ainda de acordo com o Ministério, este ano predominam no país o vírus do tipo 1, que é mais antigo, detectado em 88% das amostras analisadas; o tipo 4, em 11%; e o tipo 2, em 1% - os percentuais podem mudar de uma cidade para outra. O tipo 3 ainda não foi detectado.

São Paulo concentra a metade dos registros da doença no país, com 70 mortes em 2015 e 100 cidades com registro de epidemia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Entre os óbitos, um menino de 11 anos, vítima de dengue hemorrágica.

"Chegou a níveis inaceitáveis, com índices altíssimos, que só reforçam as falhas das instituições responsáveis pela saúde da população. As questões mais importantes, como prevenção e combate ao mosquito, não foram planejadas. Sabemos das dificuldades e, apesar delas, daria para atuar com mais eficiência. O problema é gravíssimo, de saúde pública", declara Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM).

As autoridades responsáveis conclamam a população a colaborar no combate ao mosquito, o que é fundamental, segundo Florisval Meinão, porém, "as pessoas precisam ser sempre municiada de instrumentos para colaborar. Não percebemos muitas ações nesse sentido, apenas em determinadas comunidades, em que a incidência é muito alta, os moradores contam com iniciativas isoladas. É cruel quem joga para a população a culpa pela proliferação do Aedes aegypti", lamenta.

Caos nos hospitais

Reflexo dos índices elevadíssimos da dengue, hospitais de praticamente todo o país não estão conseguindo atender minimamente bem as suspeitas da doença. Pessoas estão esperando até 8 horas por atendimento. Para o presidente da APM, as instituições não estão preparadas para isso.

"É inaceitável que uma pessoa com dengue fique aguardando todo esse tempo na fila. As instituições já deveriam ter dado uma resposta, reorganizando os serviços, fortalecendo as áreas de atendimento e agilizando todo o processo nos casos de suspeita de dengue. Dessa forma, ajuda a minimizar o sofrimento dessas pessoas. O que vemos são hospitais públicos caóticos", salienta.

Mesmo com os pronto socorros lotados, ao sinal de qualquer dos sintomas abaixo, procure atendimento com urgência - não tome qualquer medicamento a base de ácido acetil-salicílico e beba bastante água.


DENGUE CLÁSSICA

- febre alta (acima de 40°C)

- fortes dores de cabeça

- dor nas articulações

- dor ao movimentar os olhos

- manchas vermelhas pelo corpo

- falta de apetite, apatia e cansaço


DENGUE HEMORRÁGICA

- confusão mental e insônia

- sangramento na boca, nariz e gengiva

- vômitos

- fortes dores na região do abdômen

- dificuldade em respirar

- pulso mais fraco

- sede e diminuição da saliva


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