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Coqueluche:
recém-nascidos são os mais infectados

Conhecida como tosse comprida, a coqueluche é uma doença infecciosa aguda, causada pela bactéria Bordetella pertussis.  Extremamente transmissível, a principal forma de contágio é de uma pessoa para outra pelo contato direto com um infectado ou por meio de gotículas expelidas pelo doente ao falar, tossir ou espirrar.

Segundo a dra. Adyleia Aparecida Contrera Toro, membro do Departamento de Pneumopediatria da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), há grande preocupação com as crianças com menos de seis meses de idade. "Mesmo com a mãe imunizada, o bebê nasce sem proteção, apresentando vulnerabilidade até completar a vacinação".

De acordo com o Ministério da Saúde, o grupo de risco é formado pelas crianças com menos de um ano, mulheres no último trimestre de gestação, crianças de dez anos que não completaram a imunização, profissionais de saúde, indivíduos em tratamento imunossupressor e portadores de doenças crônicas graves.

Sintomas

São três fases consecutivas: catarral; paroxístico e convalescença. Na primeira, os sinais podem se confundir com um resfriado, com febre baixa, coriza, mal-estar, tosse noturna, falta de apetite e lacrimejamento.

Na manifestação posterior, ocorrem acessos de tosse paroxística, que inicia repentinamente e dificulta a respiração. Esses episódios são seguidos por uma inspiração em guincho - profunda e de som agudo. A falta de ar e o esforço para tossir podem deixar a face azulada, causar vômitos e engasgo. É no período de convalescença que os sintomas começam a diminuir gradativamente.

Tratamento

O tratamento é realizado com antibióticos, que diminuirão a intensidade dos sintomas, mas, segundo a pneumologista, pouco alterará o tempo de desenvolvimento da doença. O infectado deve ficar em isolamento respiratório, com internação, se necessitar do suporte de oxigênio e alimentação parenteral.

"É sempre importante que o tratamento ocorra de forma adequada, caso contrário, o individuo será mais um vetor da bactéria, transmitindo por mais tempo, além de tornar-se mais suscetíveis às complicações, como otite e pneumonia", explica Toro.

Vacina

Presente no Calendário Oficial de Vacinação do Ministério da Saúde, a vacina tríplice clássica (DPT) protege contra difteria, coqueluche e tétano. As doses são ministradas no segundo, quarto e sexto mês de vida, com reforço aos 15 meses e aos 5 anos. Apesar de não oferecer uma proteção permanente, é essencial que se vacine as crianças até os seis anos.

Para as grávidas, foi incluída, pelo Ministério da Saúde, a vacina contra difteria, tétano e coqueluche (dTpa) no Calendário Nacional de Vacinação pelo SUS, em novembro de 2014. Aplicada até 20 dias antes do parto, tem como objetivo reduzir o índice de mortes causadas pela doença entre os recém-nascidos. Entretanto, ela gera apenas uma proteção nos primeiros meses de vida, sem preservar completamente o bebê.

"É preciso ficar alerta, pois estamos em meio a um surto. Entre 2011 e 2013, o Ministério da Saúde registrou 4.921 casos em menores de três meses. Esta é uma faixa etária muito suscetível, por isso não só eles receber a vacina, as pessoas de seu convívio também devem se imunizar", conclui a médica.


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